8 de agosto de 2010

Capítulo 1 - Você considera a Missa como a Igreja Católica?


Esta é uma pergunta importante, uma vez que a Missa é o centro de todas as reuniões Católicas Romanas. Os Protestantes tem a Ceia do Senhor, também chamada de Comunhão, a qual, embora faça lembrar a Missa, não significa a mesma coisa. A apresentação da Missa foi modificada, a fim de torná-la mais parecida com a nossa Comunhão do que no tempo em que era rezada em Latim, porém as diferenças básicas em nada mudaram.


A doutrina Católica Romana da Missa foi estabelecida no Concílio de Trento e afirma, dentre outras coisas, que ela (a Missa) é um sacrifício de expiação... de pecados e punição dos mesmos... não apenas para os vivos, mas também para as pobres almas do Purgatório (Ludwig Ott Fundamental Catholic Dogmas, p. 412-413). A Igreja Católica Romana ensina, então, que o sacrifício de Cristo é renovado na Missa e cada vez que a Missa é rezada esta renovação do seu sacrifício adiciona algum mérito à salvação. Quando a Missa é rezada por um morto, supõe-se que ela reduzirá sua pena no Purgatório.

Na prática, sem dúvida, todos os Católicos Romanos aprenderam que, após a morte de um membro de sua família, eles devem fazer um grande número de ofertas aos padres que rezam Missas, a fim de abreviar suas penas no Purgatório. Isso é particularmente trágico para as viúvas, que em geral são pobres e muito religiosas. Conquanto muitos padres não estejam de acordo com essa doutrina e não aceitem ofertas para rezar Missas nestas condições, outros nos levam a crer nas admoestações feitas por Cristo em Marcos 12:38-40 Guardai-vos dos escribas, que gostam de circular de toga, de ser saudados nas praças públicas, e de ocupar os primeiros lugares nas sinagogas e os lugares de honra nos banquetes; mas devoram as casas das viuvas, e simulam fazer longas preces. Esses receberão condenação mais severa. Na Itália, o maior centro do Catolicismo mundial, existe um provérbio que diz: “você só consegue aquilo pelo que paga”, o qual traduzido ao pé da letra significa: “sem dinheiro não se reza Missa.


O Pão e o Vinho se Transformam Mesmo no Corpo e Sangue de Cristo?


Tendo como fundamento o ensino de que o sacrifício de Cristo pode ser repetido na Missa, a doutrina Católica Romana insiste em que o pão e o vinho usados na Comunhão transformam-se através de um milagre. Este milagre não é visível, isto é, a substância ainda se apresenta como pão e vinho. Mesmo assim a doutrina Católica insiste em que estes elementos se transformam rapidamente no corpo e sangue de Jesus e já não são pão e vinho. Este suposto milagre é chamado Transubstanciação. Baseia-se numa tradição que penetrou na Igreja nos anos 300 d.C., mas que só se tornou Dogma em 1215 d.C., quando os Católicos começaram a se ajoelhar diante do pão. Quando a Igreja aceitou essa Tradição, foi procurar respaldo bíblico na 1 Coríntios 11:24-25, que diz: E, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isto em memória de mim”. Do mesmo modo, após a ceia, também tomou o cálice, dizendo: “Este cálice é a nova aliança em meu sangue; todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em memória de mim”. A interpretação Católica é que o pão e o vinho que Cristo segurava nas mãos, como por um milagre, transformaram-se em Seu corpo.

Alguns procuram traduzir esta passagem figurada das Escrituras dando-lhe uma interpretação literal. Mas não é assim. Por favor, note que quando Cristo pronunciou estas palavras, ele estava diante dos seus discípulos, em seu corpo, e que a expressão meu corpo deveria ser entendida apenas simbolicamente. Não pode haver dúvida alguma neste ponto, uma vez que, após ter dito meu corpo, ele o chamou três vezes de pão, o que certamente não teria feito se àquela altura já não era pão, mas literalmente tinha se transformado em seu corpo (1 Co 11:26-28). Desde que Jesus chamou a substância tanto de pão como de corpo, ele devia estar falando simbolicamente quando a chamou de pão ou quando a chamou de corpo. A questão não é se deveríamos interpretar a passagem literal ou simbolicamente. Mas é: qual a parte que deve ser interpretada literalmente e qual a parte que deve ser interpretada simbolicamente? Estava Cristo falando literalmente quando chamou a substância que segurava em suas mãos de seu corpo ou quando a chamou de pão? Uma das duas expressões tem de ser simbólica ou então há outra escolha: que ela se transforma de pão em corpo e logo em seguida em pão.

Declaração semelhante é encontrada em Marcos 14:25, quando Jesus chama o vinho de fruto da videira, após o ponto em que, de acordo com a doutrina Católica, ele não deveria mais ser fruto da videira, mas deveria ter-se transformado completamente no sangue de Cristo. Se ele tivesse sido literalmente transformado em sangue, não o teria Jesus chamado de sangue em vez de fruto da videira? Jesus também disse: Eu sou a porta. Não quis ele dizer que é através dele que chegamos ao céu, em vez de que seu corpo é feito de madeira?

Ainda mais importante é que na Missa, no momento em que deve ocorrer o milagre, nada acontece! Cristo também mudou a água em vinho. Neste caso ficou claro para todos os presentes que a água já não era água, mas havia se transformado em vinho. Quando o mestre sala provou a água transformada em vinho - ele não sabia de onde vinha, mas o sabiam os serventes que haviam retirado a água - chamou o noivo e lhe disse: “Todo homem serve primeiro o vinho bom e, quando os convidados já estão embriagados, serve o inferior. Tu guardaste o bom vinho até agora. (João 2:8-10) Vamos pensar noutros milagres de Cristo. Por exemplo: Quando ele curou o paralítico e o homem que era leproso, teriam eles ficado ali como se nada tivesse acontecido?

Não devemos perder de vista o propósito do serviço de comunhão. Logo, Cristo jamais disse aos seus discípulos que oferecessem novamente o seu corpo, mas falou duas vezes para eles o realizarem em sua memória (1 Co.11:24-25). Nós honramos Cristo fazendo sempre o que ele manda.


O Sacrifício de Cristo Pode Ser Renovado?


Respaldado nas Escrituras, estou pronto para examinar a forte evidência de Hebreus 10:10-18. Encorajo você a estudar os capítulos que antecedem este, não apenas para ver que não estou usando versos fora do contexto, para ajudar o sentido, mas porque os capítulos 7 e 9 tratam também deste assunto.

Hebreus 10:10 nos afirma categoricamente que: E graças a esta vontade é que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas. (Veja também, na sua Bíblia, Romanos 6:9-10). Está claro neste verso que não há necessidade nem possibilidade de se fazer outro sacrifício, porque ele diz que o corpo de Cristo foi oferecido de uma vez por todas. O assunto, porém, não termina aqui, mas vai ser esclarecido com maior detalhe e clareza em Hebreus 10:11-12 Todo sacerdote se apresenta a cada dia, para realizar as suas funções e oferecer com freqüência os mesmos sacrifícios, que são incapazes de eliminar os pecados. Ele, ao contrário, depois de ter oferecido um sacrifício único pelos pecados, sentou-se para sempre à direita de Deus. Aqui Jesus é contrastado com os sacerdotes hebreus que ofereciam sacrifícios repetidos. Qual a diferença entre eles e Jesus? É que Jesus não está oferecendo sempre e sempre aqueles mesmos sacrifícios, pois já ofereceu um sacrifício que foi suficiente. Quando ele morreu na cruz, falou: Está consumado! (João 19:30). Como é que a renovação diária do seu sacrifício na Missa encara estes versos todos? A Missa é uma contradição destas passagens.

A última parte de Hebreus - verso 12 - nos diz que Jesus depois de ter oferecido um sacrifício único pelos pecados, sentou-se para sempre à direita de Deus. Isso está totalmente de acordo com Atos 1:9, quando a Bíblia diz que Jesus foi elevado à vista deles, e uma nuvem o ocultou a seus olhos. depois de ter oferecido um sacrifício único pelos pecados, sentou-se para sempre à direita de Deus. Onde está Cristo agora? Ele subiu ao céu, onde, conforme diz esta passagem de Hebreus, assentou-se para sempre à destra do Pai. Para sempre significa que ele ainda lá está. (Leia Atos 3:21).

Muitos Católicos pensam que o corpo de Cristo está na hóstia consagrada, no tabernáculo principal de cada igreja Católica Romana, e então se ajoelham diante dela, quando por ali passam. Se isso fosse verdade o sacrifício de Cristo poderia ser repetido, porém as Escrituras declaram textualmente que o sacrifício por ele oferecido uma única vez foi suficiente para a nossa completa salvação e que seu corpo agora está no céu. Recebemos o pão e o vinho apenas em sua memória (1 Co.11:24-25).

Do que nos lembramos é do seu sacrifício suficiente. Ajoelhar-se diante da hóstia é idolatria, porque ela é pão e não Jesus Cristo. E mais: se acharmos que a hóstia é Cristo, ficaremos confusos e prontos a perder o significado da comunhão, deixando de fazê-lo em sua memória.

A doutrina Católica da renovação do sacrifício de Cristo tem deixado muitos fora do céu, porque ela diz que o sacrifício de Cristo foi insuficiente. Se não, por que deveria ser repetido tantas vezes?

Essa idéia de que o sacrifício de Cristo não foi suficiente é então usada para nos levar a crer que a pessoa que morre deve ainda sofrer no Purgatório, a fim de pagar pelos seus pecados, até que Cristo seja oferecido tantas vezes quantas necessárias para liquidar tal dívida. Mas a passagem de Hebreus 10 não deixa dúvida alguma sobre isto e ainda afirma no verso 14: Com esta única oferenda, levou à perfeição, e para sempre os que ele santifica.

Em Hebreus 10:17-18 outra promessa importante é adicionada: Não me lembrarei dos seus pecados, nem das suas iniqüidades. Ora, onde existe remissão dos pecados já não se faz oferenda por eles. O sacrifício perfeito de Cristo já resolveu tão completamente este assunto, que Deus pode perdoar e esquecer os nossos pecados. Então, onde fica o Purgatório? Ele não é mencionado na Bíblia. Ela ensina que quando confiamos nossa salvação a Jesus Cristo, Deus perdoa e esquece tudo... Aqueles que tentam alcançar o céu através de outro caminho vão cair no inferno. A Bíblia não apresenta meio termo.

Esta maravilhosa verdade clama por ação. Por que você não pára por um momento e agradece a Deus o sacrifício único de Cristo, que foi suficiente? Confie nele para salvá-lo e creia na promessa de que Deus realmente vai perdoá-lo e esquecer todos os seus pecados. E uma vez perdoados, já não há necessidade de oferta...

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